14.5.09

Casa, comida e roupa lavada

Diz que agora - e de uma vez por todas - eu tenho casa, a minha casa, em São Paulo. Como a história toda é bem enrolada e cheia de indas e vindas, o que interessa saber é que amanhã, na quinta-feira, dia 14 de maio de 2009, é a data oficial de comunicado/entrega das chaves/whatever do meu novo quartinho branco e lindo no apê da rua da consolação em que já moro com uma veterana e duas dezáinas, todas muito foooofas. Ficou confuso, né?

Tá, não vou me aguentar e vou explicar brevemente: uma das dezáinas voltou pra ser feliz e ganhar mais na terra natal (ela é carioca). Aí a minha torcida pela felicidade dela resultou em felicidade pra mim também, que agora posso ficar oficialmente com um quarto oficial que vagou por aqui - poque eu estava num quartin dessesbem pequenin, sabe?

E tudo isso, óbvio, graças a meu bom Deus que ouviu minhas preces e deixou todo mundo feliz nessa história!

E o melhor: a carioca volta/vem nos visitar amanhã pras "oficialidades" e vamos todas as três conversar, e beber e rir muito - mais os agregados, claro.
E, por falar em agregados, agora o meu agregadin também pode ficar feliz por ter um espaço oficial pra dividir com a namorada quando vier pra cá de vez, de verdade, pra ficar (!).
Se eu tou feliz? Casa pra mim, comida por ele e roupa lavada e cheirosinha pro meu canto novo, ounnn!

29.4.09

Singela como Bandeira
Reclamenta como Henry
Neurótica como Kafka
Kami-quase como Leminski
Epifânica como Clarice
Patética como W. Allen
E, claro, sarcástica como a modéstia.
Fato: eu tenho saudade de ser cortejada com mais dramaticidade. Céus, como sou mesmo latina!



- E que o namorado não veja para não dançarmos um tango desencontrado.

Poeminha besta de horas desesperadas

Paciência
é ciência
de pare-ser
inocente

Mesmo quando
a face, os olhos,
tudo o mais
mente
Um dia eu quero ter um amigo bem Manuel Bandeira.
Pequeno, simples e, de certa forma, mordaz.